Uma ficção científica é algo que nos faz ir a lugares e imaginar coisas que nunca vimos antes que podem ou não vir a existir, mas é fruto da imaginação de alguém que pensou e refletiu muito sobre o que está no livro.
Quando eu comecei a pensar em "Galaxya" nem era exatamente esse o nome ainda e, na verdade, nem era algo relacionado a ficção científica, mas sim a quadrinhos de super-heróis.
Os personagens que agora fazem parte da história estavam relacionados a grupos como Comando Delta (Marcelle Menken e H-Glorr), Os Novatos (Hannia e Luannia), Guerreiros da Terra (K'thryn Swiss e Ortsac Searamiug) e Guerreiros da Galáxia (Corr Sairy, Antares, Aryannin e Kotharyn), tudo por causa dos quadrinhos ou desenhos animados, como os Guerreiros Alados – nome que eu mantive.
O nome Guerreiros da Galáxia que prenunciou o que eu desejava. Então, depois de assistir vários episódios de Babylon5, de J. Michael Straczynski, surgiu a ideia do meu romance. Mas, diferentemente de Babylon5, Galaxya sempre foi pensado para ser algo a mais.
A história sempre esteve em minha mente, de um viajante espacial que recebia uma missão de resgatar uma deusa de um sequestro. Ele a resgataria, mas depois seria preso e julgado por um crime que não cometeu – ele alega que não o cometeu -, então ele não aceitaria a punição e fugiria para encontrar o tecnoplaneta vivo Galaxya. A história, em minha mente, sempre foi tomando formatos, na medida que eu a criava e imaginava. A própria nave de Corr Sairy, S.E. (a abreviação de Águia de Aço, em inglês), era pilotável, mas, com o passar do tempo, já que era uma forma consciente, mesmo sendo sintética, dei mais liberdade para ele e mais opinião.
Outros fatores também mudaram na medida que eu ia construindo esse livro, no papel, ficando muito diferente do que imaginei inicialmente em minha mente. Mas a tentativa de transformar Galaxya em um livro não é de agora, ela vem desde muito tempo, mas eu precisava construir minha própria visão, meu próprio mundo de ficção científica, apesar de ter influências de Babylon5 e Star Trek. Eu precisava criar minha própria contagem de tempo, minhas próprias formas de viagens interespaciais, minha própria congregação de planetas e personagens que representassem mais o que eu desejava.
Em alguns momentos do livro, tiveram palavras que eu precisava que fossem interpretadas de outra forma, então usei de outros idiomas para expressar alguns nomes, títulos e sentimentos, pois considero o nosso planeta um lugar tão diversificado que merecia uma maior representação.
"Galaxya" não foi um livro fácil de se colocar no papel, mas eu o fiz e terminou se tornando maior do que eu pensei que seria. Muitos planetas, muitos personagens, muitos acontecimentos, muitas línguas.
Se você gostar de ficção científica, acredito eu que gostará de "Galaxya", pois nele eu busquei passar a minha paixão e meu fascínio por esse mundo de tanta imaginação e, muitas vezes, esclarecimento.
André Luz.
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