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segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Dévero

Há anos-luz de distância dali, na Terra mais especificamente, uma transmissão de assassinato era projetado em todos os visores holográficos espalhados pelo planeta, o assassinato do Diretor Executivo da Svagner-Yamabushi Comunicações, Katsuhiro Ojji, por um ser que flutuava diante da janela de seu escritório, no 278º andar, em Osaka, no Japão. No Espírito Santo, Brasil, no que antes fora uma indústria de minério de ferro da capital do estado, está o Complexo das Corporações Dévero e, no cerne do Complexo, que possui prédios de moradias e escritórios, está o Edifício Jacob Dévero. No 56º andar do prédio, a Diretora Executiva das Corporações Dévero, Jacqueline Dévero, recebe uma transmissão holográfica da presidente de sua empresa, Gene Sisrac:

- Jacqueline, uma unidade policial já entrou no Complexo e se encaminha para aí. De acordo com meus contatos, eles receberam uma denúncia anônima de que você foi a responsável pelo assassinato de Ojji-san. Alguém falou do Projeto Esperança para eles. Estão atrás do traje Ávatar.

- Isso seria impossível, Gene. Eu nunca faria nada contra Kat. Já fomos concorrentes, mas conseguimos nos entender e estávamos com um projeto sendo desenvolvido em parceria. Como podem acreditar que eu seria capaz de mata-lo?

- Não importa mais. – Gene parecia preocupada. – Eu queria poder ajuda-la, mas o encontro em Djibouti não deve terminar tão cedo. Mas assim, que terminar eu vou para aí.

- Mas Gene, eu não fiz nada? Kat, no passado, foi mais do que um amigo...

- Você viu a transmissão, Jacqueline? Aquilo é muito parecido com Ávatar. Se eles encontrarem o traje, na certa te culparão. Aonde ele está?

- Aqui, dentro do estojo. Não movi ele do lugar. É um protótipo. Não colocamos armas nele, pois queremos seguir os padrões determinados pela SCO para que a Terra possa ter representantes na Confederação Galaxial. Tem notícias do Secretário Geral?

- Ele demorará para voltar à Terra, pois Cambasi, aparentemente, pagará pelos erros que cometeu no passado. Ao que parece, descobriram sobre a rede ilegal de comércio da Piel-Green Empreendimentos com outros planetas... você está prestando atenção? – Naquele instante, Jacqueline se comunicava com seu sistema de proteção automatizado, Mentor, usando o chip neural:

- “Mentor, quanto tempo até eles chegarem aqui?”

- “Tempo estimado, 45 minutos. O que pretende fazer?”

- “Não posso permitir que eles apreendam o traje. Stendart deve estar por trás disso, de alguma forma”.

- “São suposições, Jacqueline Dévero, não tem como provar tal coisa. Gene Sisrac ainda deseja falar contigo”. – Jacqueline prestou atenção ao rosto na sua frente:

- Me desculpa Gene, não posso permitir que eles peguem o traje.

- O que pretende fazer, Jacqueline? – E ela desliga a transmissão com o presidente da empresa. Ainda sentada em sua mesa, Jacqueline pensa o que fará, até que pressiona sua digital na gaveta inferior de sua mesa e ela se abre, mostrando um lindo estojo de acrílico, black piano. Ela o tira de lá e, novamente, pressionando sua digital na tampa, ela se abre e apresenta um traje escuro como a noite e dourado. Ela o tira de lá e veste. As luvas, o capacete (ou máscara), o peitoral e as botas são de um dourado reluzentes enquanto o resto do traje é de um escuro profundo.

Na base de sua mesa, que possui um tampo de cristal, ela pressiona e este brilha, abrindo a janela. Um vento invade o local e, ativando as botas propulsoras com um pensamento, Jacqueline dispara para o espaço. Fora da atmosfera da Terra, ela verifica algumas informações no visor do traje que lhe mostra ela ter 95% de oxigênio. Jacqueline sabe que, enquanto as partes douradas forem atingidas pelo Sol, ela estará com energia o suficiente. Mas uma nova mensagem surge no seu visor. “Naves Phantom X-41 se aproximando”, ela pensou na Força Terra-Espaço e se viu novamente tentando descobrir o que fazer. A única coisa que podia era tentar deixar uma mensagem do seu chip neural no Anima Mundi e torcer para que a pessoa quem destinava a mensagem pudesse receber.

Seu traje havia passado pelo teste da saída da atmosfera da Terra, do suporte de vida no vácuo e da recarga automática com o Sol, mas ainda faltava um último teste que ela faria naquele momento e com mais um pensamento ela deu um salto hiperespacial.

Voltando ao Galaxya, Corr Sairy remexia no interior de S.E., a procura de algo:

- Aonde está, S.E.?

- O quê? – S.E. o questionou:

- A pigmentação viva.

- Você está ficando velho mesmo. Não lembra que acabou quando você customizou suas asas agufalgavianas. – Quando S.E. terminou de dizer, puderam ouvir a voz do Galaxya:

- Se vocês precisarem, posso fabricar mais.

- Aonde estamos? – Questionou Corr Sairy.

- Você perguntou para mim ou para o Galaxya? – Disse S.E.

- Qualquer um dos dois, mas de preferência o Galaxya, pois acredito que ele tenha mapeado o setor que estamos.

- Na verdade, estamos bem distantes da estrela Athivan. – Disse o Galaxya. – Neste momento estamos próximos a nebulosa Quarenn. Mais próximo do centro da Via Láctea (como chamam esta galáxia na Terra).

- Mas estamos bem distantes de onde estávamos. – Retrucou S.E. – Como fez isso?

- Simples, me transferi para esta localização. – Corr Sairy parecia intrigado:

- Você está dizendo que se teletransportou do final da Via Láctea para próximo do centro dela?

- Sim. – Respondeu Galaxya. – Essa é a palavra que vocês terranos usam, teletransportar. – Naquele instante Marcelle descia pelo tuboelevador:

- Vocês virão onde estamos? – Ela disse, entrando em S.E.

- Do que está falando, Estrelinha. Uma projeção? S.E...

- Não. – Marcelle interrompeu a fala de Corr Sairy e o puxou para fora de S.E., levando para um canto do Galaxya que eles entraram. – Galaxya, esmaeça. – E toda a borda daquele andar que Galaxya criara perdeu o tom reluzente de seu interior, podendo ver todo o espaço a volta deles:

- “S.E. está vendo isso? É o mesmo sistema que os Gêmeos instalaram em você”. – Disse Corr Sairy para S.E.

- “Se eu tivesse boca, estaria boquiaberto agora. Tô espantado”.

- Isso é fabuloso! – Disse Corr Sairy, em voz alta, fazendo Marcelle abrir um sorriso:

- Não é? Conversei com Galaxya para abrir um planetário e ele concordou. O que você acha? – Disse Marcelle esperando a aprovação de Corr Sairy:

- Estrelinha, isso aqui é nosso mundo agora. Se Galaxya concordou, não tenho porque não apoiar. – Responde Corr Sairy e, de repente, Kotharyn, Aryannin e Antares também desceram pelo tuboelevador:

- Mas o que é isso? – Questionou Kotharyn, espantado.

- Aonde estamos? – Questionou Aryannin.

- Estamos na nebulosa Quarenn, Megami. Próximo ao centro de Kirinnarr. – Disse Galaxya.

- Kirinnarr? – Questionou Marcelle.

- Via Láctea. Kirinnarr. Tovukak. Ou Mi-Thokk, como a Confederação Galaxial chama esta galáxia. – Explicou Galaxya.

- E este termo, galáxia? Parece tanto com seu nome. – Continuou Marcelle, cada vez mais curiosa.

- Parece para você, Marcelle Menken. Mas galáxia é um termo de fácil tradução para o chip neural de vocês, pois é como chamam algo. Já o meu nome, não tem tradução. Para os volosis, krarrashins, terranos, crisyenos e cada um dos planetas com formas de vidas sapiente desta galáxia, ela tem um nome. Já eu me chamo Galaxya para todos eles.

- Não é fascinante! – Disse Marcelle, com seu brilho intensificando, devido a excitação. Corr Sairy se preocupou:

- Não precisa se preocupar, Corr Sairy. – Galaxya tentou acalmá-lo. – Mesmo com o aumento da massa dela, eu posso suportar o peso.

- Como você faz este teletransporte? – Perguntou Corr Sairy, o que deixou todos bem intrigado e, mesmo que Antares não aparentasse, olhou na direção de Corr Sairy:

- É simples, mapeio a posição que desejo chegar. Calculo as formas de massas e estruturas nucleares que estão em meu interior e me transfiro ou, no seu caso, me teletransporto. – Galaxya respondeu.

- Nós fomos teletransportados para cá? Mas como? – Aryannin parecia perturbada:

- Calma, Megami. – Disse Corr Sairy. – Parece que nosso grande amigo aqui tem mais surpresas do que imaginávamos.

- “Peraí. Quer dizer que pensou até mesmo em todo a minha estrutura para este teletransporte?” – S.E. questionou, se comunicando com todos os chips neurais:

- Não teria como fazer me transferir sem pensar em tudo, S.E. – Galaxya respondeu. – Eu preciso fazer isso, pois a fauna e a flora em meu polo norte precisam sobreviver. – Agora todos demonstraram surpresa (somente Antares que não):

- Há mais vida em seu interior? – Questionou Kotharyn.

- Sim, Kotharyn. Em meu polo norte existe toda uma biodiversidade pulsante. São espécies de vários planetas que eu passei, que estavam em perigo de extinção devido aos seus desenvolvimentos. Lógico que, por serem de planetas diferentes, há uma complexa divisão que precisa ser feita para que eles se mantenham saudáveis e vivos. Há muitos outros espécimes, de fauna e flora, mas preferi mantê-los incubados, devido a periculosidade deles. Mantenho somente animais e plantas menos hostis dos planetas. – Disse Galaxya.

- Então, há espécies de krarrashin? – Kotharyn voltou a perguntar, contendo a empolgação:

- Desculpe-me decepcioná-lo, Kotharyn, mas não. Seu povo, os krarrashins, viviam em harmonia com a fauna e flora de seu local, sem colocar em riscos as espécies. E o que ocorreu com o sistema estelar Akothon não foi algo natural. Quando lá cheguei, só pude testemunhar a destruição. Eu lamento muito! – Corr Sairy foi na direção de Kotharyn, que parecia decepcionado:

- Não fique assim, Grandão. Domminon é uma aberração de nossa galáxia.

- Na verdade, Domminon não é de vossa galáxia, mas vê lá uma grande oportunidade.

- Você saberia dizer de onde Domminon é, Galaxya? – Questionou Antares, pela primeira vez:

- Logicamente, Antares. Domminon veio da galáxia Thexratt. Ele e seus irmãos, Ykkamera e Pokketor, vagueiam de galáxia em galáxia, negociando armas, escravos e contratando outros iguais a eles para suas naus. A primeira vez que eles testaram o artefato que ele chama de Exxorum... sim, Corr Sairy, Phællans chama de Dispositivo Supernova. Então, a primeira vez que testaram o Exxorum foi na Estrela Panthurr, que consumiu o planeta deles, Dokktara e mais três outros planetas com vidas sapientes. A expansão de Panthurr destruiu quinze planetas. Desde então, ele e seus irmãos vêm singrando o espaço e, quando não conseguem derrotar determinado povo, eles destroem a estrela. No caso de Akothon, eles viram vantagem em capturar krarrashins, mas Pokketor desejava destruir o sistema estelar, e Domminon permitiu ao irmão fazê-lo.

- Por que ele nunca fez isso a Volos? – Perguntou Kotharyn com revolta e amargor em sua voz. Todos olharam para Aryannin, mas ela estava compassiva e se aproximou do amigo. – Desculpai-me por isso, Aryannin.

- Entendo vossa revolta, meu amigo krarrashin. – Aryannin falou, tocando sua mão. – Ele quis tentar. A primeira vez que Domminon atacou Volos, meu sexto keshin escorraçou a ele e seus pérfidos irmãos. Destruindo o sistema que permitiria a transferência do Exxorum para o interior de Volos. Mesmo que eu permitisse que ele destruísse nosso planeta-plantio, ele achou pouco. Então esperou até meu décimo-terceiro keshin e, achando que eu não era madura o suficiente para ataca-lo, tentou novamente nossa destruição, mas eu senti a sua aproximação. Ele estava ao que chamaria de distância segura. O problema dele é não ter sapiência da extensão de uma Megami como eu. Quando explodi meu corpo direcionado as naus deles, quis algo que o devastasse. Desde então, não se tens notícias de Domminon em Kirinnarr.

- Sim, Domminon buscou manter distância da galáxia de vocês depois do último ataque, mas manteve os negócios com os darkyanis. – Esclareceu Galaxya.

- A Guerra de Crisyen. – Pontuou Corr Sairy.

- Não somente isso, Corr Sairy. – Continuou Galaxya. – Domminon vem sendo o responsável pelo controle de todas as hostilidades do sistema Vertus, em especial. Até durante a Guerra Kelkzerr/Desharr, ele negociou com o povo da outra dimensão. O assassino Gottakk é membro de sua corja, mais especificamente, ele serve à irmã de Domminon, Ykkamera.

- Você poderia tê-lo capturado! – Interpelou Antares. – Por que não o fez?

- Antares, mesmo que não demonstre, sinto um rancor vindo de suas falas. Bem, respondendo ao que me questionara, não, nunca poderia. Minha criação não é para interferência a nada. Mesmo que não concorde, que seja contra as ações de Domminon, que macula tudo que fora feito desde o Grande Princípio (uma forma mais clara para entenderem), minha ação é somente a observação. Não sigo outros protocolos.

- Então você tem limitações? – Inquiriu Corr Sairy.

- Que eu me impus. Sim, me impus tais limitações, pois aqueles que me criaram não acreditavam em abordagens violentas. Possuo sistemas para manter-me imperceptível, mas não para ações beligerantes. Isso foge da minha índole. Acredito que entenda, Corr Sairy. – Disse Galaxya. – Mas há mais na fala de Antares. Acredito que ele tenha um pedido para fazer a vós.

Todos olharam para Antares ao final das palavras de Galaxya. Este permanecia em sua costumaz inexpressividade. Percebendo que todos o encaravam, ele disse no seu tom monotônico:

- Tentei me comunicar com o Confederado-mor Stahirr. – Todos se assustaram e voltaram o olhar para Corr Sairy, esperando alguma reação, mas este somente disse:

- Para quê?

- Creio poder negociar com o Confederado-mor Stahirr a sua guarda.

- “Corr Sairy, se controla!” – Disse S.E.

- “Tô de boa, S.E.” – Corr Sairy respondeu ao seu amigo. – Então era isso que desejava, meu controlar? – Antares permanecia impassível. – Você queria me resgatar do cárcere para manter um controle sobre mim. Talvez tenham cordas saindo da minha cabeça, dos meus braços e das minhas pernas, para que você me controle como uma marionete.

- Eu não planejava controla-lo. – Disse Antares, completamente imperturbável. – Não tinha planos além de resgatá-lo do cárcere. Mas quando nos disse que todos corríamos riscos por causa de nossos chips neurais, planejei interceder por nós.

- S.E. mudou a configuração de seus chips neurais durante a hibernação, Antares. – Respondeu Corr Sairy. – Vocês não podem ser detectados pela Confederação, a não ser que desejem isso. É o que quer, Confederado Antares? – O tom de voz de Corr Sairy começava a se tornar ríspido:

- Por que S.E. alterou nossos chips neurais? E se eu não desejasse que ele alterasse o meu? – Questionou Antares, o que fez Corr Sairy dar uma gargalhada forçada:

- Sinceramente, Antares, não sei se você é inocente demais ou imbecil demais! – Corr Sairy estava perdendo a calma. – Você entra no S.E. para “me resgatar” do meu cárcere. Pede a S.E. para ativar o Campo Disruptor, pois não quer que detectem seu chip neural, desperdiçando energia do meu amigo, que ele havia guardado para nossa fuga. Diz que desejava me ajudar, e agora vem com essa? O que você quer? Uma medalha? Infelizmente não temos medalhas aqui para atos nobres, Confederado Antares.

- O chip neural é um artefato de cada usuário. A configuração básica é a padrão da Confederação Galaxial...

- Acorda para a vida, Antares. – Corr Sairy o interrompeu, dando palmas com força. – Não estamos na Confederação Galaxial. Na verdade, estamos bem distantes da Confederação Galaxial. Mas, acredito que, se desejar isso, Galaxya pode providenciar seu envio. Não Galaxya?

- Com certeza. O enviarei direto a sua sala, pois já consigo visualizá-la com o ambiente que desenvolvera para si. – Pontuou Galaxya.

- Eu não desejo retornar a Confederação Galaxial, mas não posso negar que sinto falta da Confederação Galaxial. – Respondeu Antares e pode-se ouvir um afrouxamento de sua voz monotônica. – Sabes por que causa decidi ajuda-lo a não ir ao cárcere, pois a Confederação Galaxial traíra tudo que acreditava.

“Naquele momento em que me perguntaste sobre a gravação incompleta e não lhe respondi? Eu a havia recebido do Confederado Akhyddon de Volos VI. Questionei ao Confederado-mor Stahirr para fazermos o Teste de Confiabilidade, pois assim não correríamos riscos desnecessários, mas ele me disse que não havia necessidade de tal. Quando a Chefdiplomat Sharan apresentou a versão completa da gravação, percebi a perfídia.

“Antes de irmos à Sala de Conferências da Confederação Galaxial, eu lhe questionei se ainda acreditava que não seria liberto e depois do que disseram, falei-lhe que estavas certo quanto a dizer que não sairia dali com liberdade. Após a Chefdiplomat Sharan pedir a promulgação de vossa sentença, ocorreu uma reunião com um pequeno grupo de confederados, de portas fechadas, que exigiram ao Confederado-mor Stahirr vossa condenação, usando como justificativa o Artigo 54 e a Cerimônia de Titularidade, dentre os membros deste grupo estava o Confederado Victor Cambasi da Terra.

“Quando me dirigia para a Sala de Conferências, o Confederado-mor Stahirr chamou-me e lá estavam o seu suplente, Confederado Goliath Hitarr, o Confederado Victor Cambasi da Terra, o Secretário Geral da Terra Al Kashin Hakbar, o Confederado Akhyddon de Volos VI, o Confederado Sthil Tvorr de Prismus, o Confederado Odared Efnoc de Darkyan, o Confederado Mas Htims de Vulcallo, o Confederado Bavan Sheys de Callyns, o Confederado Dav Annon de Cycillian e o Confederado Pyrakhin de Krarrash II. Quando entrei, o Confederado-mor Stahirr disse que não abriríamos mais um processo contra a Terra. Ela receberia uma punição leve de 3 k-rarrs, bem como Darkyan, por desobediência à Lei da Confederação Galaxial (isso não existe!). Além disso, o Confederado-mor Stahirr me apresentou o que o grupo de confederados encontrara e que condenariam você, Corr Sairy, a dez k-rarrs de exílio. Protestei por achar aquilo um absurdo e, possivelmente por me temerem, repensaram em cinco k-rarr. Nunca na história da Confederação um carbonado recebera uma punição de exílio tão extensa. Com tal punição deveriam manda-lo ao Satélite-prisão”.

- Eles não me queriam vivo depois do exílio. – Disse Corr Sairy, interrompendo brevemente Antares.

- Acredito que esteja correto no seu raciocínio. Naquele momento, Mas Htims pediu sua desconfederação. Não podia fazer o mesmo, pois poderia erguer suspeitas. Então mantive tudo com normalidade. Exigi que colocassem suprimentos suficientes para o período de seu exílio, bem como abastecessem a câmara hibernária com Amo-Kken.

- Mas por que tentou contato com o Confederado-mor, Antares? – Corr Sairy ainda tinha rancor no seu tom de voz:

- Acredito que o Confederado-mor Stahirr fora manipulado. – Todos olharam com espanto para Antares, mas Corr Sairy riu. – Por que ri?

- Você crê mesmo nisso? – Como estavam um pouco distantes um do outro, Corr Sairy não precisava curvar muito a cabeça para cima. – Sabe, Antares, tenho pena de você.

- Nem todos são como você, Corr Sairy, que criou seu próprio código de honra e decidiu duvidar de todos a sua volta. – Pontuou Antares. – O Confederado-mor Stahirr pode ter sido intimidade, sim. A Terra, principalmente, fornece estes chips neurais para toda a Confederação Galaxial. Desde que desistimos do marutha, que seria um idioma usado na Confederação Galaxial, este tradutor omniversal que fora criado por ti e tua esposa se tornou totalmente prático. Não há esforços, pois todos mantém o próprio idioma, a própria escrita e este tradutor faz tudo.

- Na verdade tive pouca participação nisso, é mais responsabilidade de Josiane. – Corr Sairy justificou. – Independente, não acredito que isso tenha intimidado o Confederado-mor Stahirr. Uma ameaça da Terra. Se eu quiser, agora, forneço a Kelkzerr ou Phællans ou Crisyen, a possibilidade de fabricação do chip neural. Nunca mais dependeriam da Terra para isso.

- Mas acredita que o Confederado-mor Stahirr pensaria nisso?

- Espero que sim. Por que se não pensar, deveria deixar o posto de Confederado-mor e permitir outro ocupar o cargo. Há quantos k-rarrs ele é Confederado-mor mesmo?

- Bem, quando requisitei uma segunda vez que Krarrash fosse considerado como planeta-membro da Confederação Galaxial ele já era Confederado-mor... – Explicou Aryannin.

- Vê. Ele é Confederado-mor há mais tempo do que Kelkzerr faz parte da Confederação Galaxial. Um breve raciocínio, já que tinha ciência de eu ser o criador do chip neural, pois você e Sharan já haviam mencionado isso durante o julgamento, e ele não dependeria da Terra para nada, já que sou crisyeno. Tenho certeza que até mesmo Galaxya seria capaz de fazer o chip neural, melhor até que o meu...

- Obrigado pela confiança. – Galaxya agradeceu o lisonjeio.

- Temos de lhe dar o benefício da dúvida. – Corr Sairy jogou as mãos para o ar e saiu andando. Kotharyn e Aryannin não entenderam, mas Marcelle sim. – Corr Sairy queria usar isso para considerar-se inocente do assassinato do Maghnussy de Maghnessy.

- Mas o que seria isso, exatamente? – Aryannin quis saber.

- Não sei responder. – Disse Antares. – Mas a Chefdiplomat Sharan disse que ele pretendia usar isso, antes de ser inocentado.

- Quando ela lhe disse isso? – Corr Sairy o interrogou.

- Quando saímos do andar de celas, após ela falar que o inocentariam. No caminho para a sala do Confederado-mor Stahirr, ela me disse que você esperava um benefício da dúvida como provas. – Cansado de ficar em pé, Corr Sairy se sentou no chão do vão que se encontravam e, após respirar profundamente, calmamente disse:

- Eu não esperava um benefício da dúvida como provas, Antares...

- Se desejares cadeiras, posso providenciá-las. – Interrompeu Galaxya ao perceber Corr Sairy sentando em seu vão:

- Não Galaxya, obrigado, mas estou bem assim. – E continuou a explicação. – Eu esperava usar o benefício da dúvida após a apresentação de minhas provas. Tudo o que vocês tinham era uma projeção deu entrando e saindo da Seoladh Maghnussy, mas não havia arma nenhuma comigo quando entrei e arma nenhuma comigo quando sai. O benefício da dúvida é fazer vocês acreditarem naquilo que eu estava falando, por não existirem fatos ou informações que provassem o contrário. Ou seja, eu dizia ser inocente, provei ser inocente e vocês tinham algo totalmente circunstancial, no caso, um vídeo que se baseava em uma dedução do fato.

- Você nunca conseguiria inocência assim! – Concluiu Antares.

- Mas não custava tentar. – Corr Sairy parecia cansado e percebia que aquilo não chegaria a lugar nenhum. Então se levantou de onde estava e foi na direção de S.E. – Quer saber? Fala com o Confederado-mor Stahirr. – Todos ficaram espantados. – Mas só não faça uma coisa, não fale do Galaxya. Acredito que nem ele queira isso.

- Deveras correto, Corr Sairy. – Disse o Galaxya, enquanto Corr Sairy entrava em S.E. Marcelle olhou para todos e entrou logo atrás:

- Sério que você vai deixar? – Ela questionou:

- Estrelinha, não posso forçar ninguém a nada. Está tudo nas mãos do Galaxya. Somos somente seres que ele acolheu. Não comando e nem sou líder de nada... na verdade, nem quero ser. – Corr Sairy parecia uma barata tonta dentro de S.E.:

- O que você está procurando? – S.E. perguntou. Corr Sairy parou, passou a mão pela cabeça calva e concluiu:

- Nem eu sei. – Daí olhou para Marcelle que o olhava com apreensão e foi em sua direção. – Marcelle, não fique assim. Eu não queria isso para nós. – Apontando para fora do S.E. – Eu queria que ficássemos em paz e tranquilos. – E a abraçou. Neste momento S.E. atrapalhou o momento paternal:

- Galaxya acabou de me transferir uma chamada do Skill.

- Projeta, S.E. – E a imagem do amigo de Corr Sairy apareceu no interior de S.E.:

- Corr Sairy, sei que você não está em porcaria nenhuma de meteoro exilado. Te conheço bem para isso. Queria muito que estivesse perto, pois quando os gêmeos nascerem, queria o padrinho deles aqui. Mas, independentemente disso, acabei de receber um chamado estranho de Jacqueline Dévero. Ela disse que estava sendo acusada do assassinato do atual Diretor Executivo da Svagner-Yamabushi, Katsuhiro Ojji. Parece que acusações infundadas estão cerceando aqueles que respeito, ultimamente. Sei que não confia em Jacqueline ou qualquer outro dono de grandes corporações da Terra, mas S.E. ajudaria muito na busca dela. Eu não sei não, mas ela estava com um Projeto chamado Esperança, com um traje com capacidade de viagem individual no hiperespaço (loucura, né?) que ela chama de Ávatar. A ideia era apresentar o projeto para SCO na intenção de conseguir mais suporte para a CADETE, mas parece que tudo deu errado. Se der, me ajuda aí! S.E., se ele não estiver contigo, me ajuda você com isso!

- Sobre o que Skill está falando, Corr Sairy? – Perguntou Marcelle, ao mesmo tempo que procurava no Anima Mundi tudo que Skill falara, mas Corr Sairy a interrompeu:

- Não precisa procurar no Anima Mundi, Estrelinha. Sente-se que eu lhe explico.

“A CADETE ou Comando de Ação Defensiva e Estratégica Terra-Espaço é uma Organização Não-Governamental das Corporações Dévero, cuja Diretora Executiva é Jacqueline Dévero. A Força Terra-Espaço, que eu servi como ‘mula de carga’, já pertence a outra corporação, a Piel-Green Empreendimentos, cujo Diretor Presidente é Stendart. Ambas têm uma concorrência muito acirrada em vários campos. O único momento que elas se uniram foi durante o Iniciativa Terra do Amanhã, mas após Phællans chegar à Terra, a coisa ficou pesada. Eu e Josiane, recebemos como principal financiador a Corporações Dévero, que investiu nos chips neurais e no Anima Mundi, nos permitindo permanecer com a patente. Inicialmente a Dévero também fizera o mesmo pelos geneticistas Dr. Malcolm Ross, Dra. Thereza Croisman e Dr. Romualdo Azevedo, durante o Projeto Geração (que chegou a ser concluído), mas eles eram ambiciosos e se venderam por mais dinheiro para a Piel-Green, onde desenvolveram o Projeto Übermensch, que visava a produção em massa de seres geneticamente perfeitos em grandes béqueres. Eles não gostaram da ideia, pois estes seres seriam usados em campos de batalha, mas haviam perdido a patente para a Piel-Green. A briga foi intensa sempre.

“O grupo criado por Skill Hawkesley presta serviços à CADETE, patrulhando e ajudando os países no que precisarem, com total aval da SCO. Já a F.T.E. além de patrulhar o espaço da Terra, com uma base espacial localizada nas proximidades de Plutão, presta serviços legais e ilegais, que eu fazia.

“Minha raiva das grandes corporações vem daí, pois quando sofri o atentado, tenho certeza que a Piel-Green estava envolvida, pois Victor Cambasi, apesar de ser Confederado da Terra (e ainda manterá o cargo), ele fora contratado por esta corporação para administrar o Iniciativa Terra do Amanhã. Vale lembrar que, também, foi a Piel-Green que tentou prender você”.

- Mas eu pensei que tinha sido o Iniciativa Terra do Amanhã. – Disse Marcelle.

- Sim, mas naquela altura do campeonato, quem tomasse a frente sedava bem. Você foi aprisionada no complexo do Projeto, mas foi Cambasi que ordenou te prenderem. – Marcelle entendera o raciocínio do seu padrinho. – Precisamos ir até ela, S.E.

- Mas isso nos levaria aos limites espaciais da Confederação Galaxial, Corr Sairy. – Disse S.E. e, antes que Corr Sairy pudesse dizer algo, Galaxya interveio:

- Se desejarem posso localizá-la e trazê-la até aqui.

- Não posso envolve-lo nisso, Galaxya. – Disse Corr Sairy. – A Confederação Galaxial não tem como nos detectar.

- E o que você faria? A resgataria e levaria para onde? Agufalgav? Pois foi de lá que veio a chamada. No âmago da Confederação Galaxial. Confias que não avisariam a Confederação Galaxial de sua presença lá? Eu já a localizei, posso trazê-la aqui. Um a mais não faz diferença. – Os argumentos de Galaxya pareciam plausíveis, mas Corr Sairy terminaria arriscando aquele novo amigo por isso?

- Está bem, Galaxya. Se possível, a traga para dentro do S.E. – Disse Corr Sairy.

- Farei melhor. Acabei de preparar um ambiente esterilizado de pronto-atendimento hospitalar no andar acima. Ela já está lá. – Corr Sairy ficou surpreso e olhou nos olhos de Marcelle:

- Já voltamos, S.E. – Disse saindo do interior do seu companheiro. Do lado de fora ainda estavam Antares, Aryannin e Kotharyn, como se esperassem por algo. – O que estão fazendo aí, ainda?

- Esperando sua decisão? – Disse Antares. Corr Sairy não acreditava naquilo:

- Sério isso? Olha, eu não tenho tempo para isso. Se quiserem me acompanhem, pois tenho de ir a um... como você chamou, Galaxya?

- Pronto-Atendimento Hospitalar. – Galaxya completou.

- Isso. – Corr Sairy concordou com a cabeça. – Temos uma socorrida lá. – Ninguém compreendeu o Corr Sairy dissera, mas o seguiram pelo tuboelevador, que parecia ter sido ampliado para caberem todos. No andar que estavam os dormitórios, próximo do quarto de Marcelle, havia um ambiente alvo e muito límpido, com uma maca em seu centro onde estava uma jovem de cabelos negros e mecha dourada sobre ele, desnuda:

- Onde está o traje dela? – Questionou Corr Sairy e o viu sobre uma mesa, do lado do corpo e o tomou nas mãos, reparando que não parecia pesado, mesmo que a máscara, o peitoral, as luvas e as botas fossem extremamente douradas. – Conseguiu identificar do que o traje é feito, Galaxya?

- Sim. O traje todo é feito de picôfibras piezóticas, para suportar a pressão espacial. Esta também reveste as luvas, que como o elmo, o peitoral e as botas possuem revestimentos de ouro sobre Alominum. Acredito que o revestimento de ouro seja para maior capacitação na captação de energia da Estrela Sol. As botas tem nanopropulsores. Todo o traje é comandado com orientações diretas do chip neural. Parece que um projeto antigo de vocês foi em frente. – Disse Galaxya.

- O que ele quis dizer com isso? – Questionou Marcelle, mas Aryannin chamou a atenção para a jovem na mesa:

- Ela parece ter sofrido queimaduras sérias ao longo de todo o corpo.

- Sim, Megami Aryannin. – Confirmou Galaxya. – Isso se deve a fricção do hiperespaço. Ela conseguiu sair do sistema estelar Sol. Apesar do traje ser bastante resistente ao espaço, em seu interior ela sofreu muito. Preciso mantê-la em êxtase, para melhor recuperação.

- Quanto tempo, Galaxya? – Questionou Corr Sairy.

- Em tempo terrano ou tempo phællansi?

- Terrano?

- 15 dias terranos.

- Ok. Agora, pode me organizar uma mesa circular com assentos? – Pediu Corr Sairy:

- Já está pronto, ao lado esquerdo de vocês. – Corr Sairy foi o primeiro a sair, seguidos pelos outros. Quando chegaram, havia uma pequena mesa alva, com cinco lugares e cada um se sentou onde preferiu:

- Precisamos acertar algumas coisas e deixar claro outras. – Começou Corr Sairy. – Primeiro, não sou líder, guia, orientador ou tomarei qualquer decisão por vocês. Temos aqui uma Megami volosi, uma krarrashin, um Confederado-guerreiro e você, Marcelle. – Disse olhando para ela. – Quando eu quis vir para cá, meus planos eram somente eu, Marcelle e S.E., mas surgiram vocês, também...

- Posso ter a palavra. – Pediu Aryannin e Corr Sairy se sentou, deixando-a falar. – Eu não preciso de líder, guia, orientador ou tomador de decisões, Corr Sairy. Naquele instante que entraste em S.E., falando por mim, fiquei atordoada. Primeiro porque Antares acredita que devemos algo a Confederação Galaxial (por obséquio me deixe concluir, Antares!), segundo que tudo o que a Confederação fez a ti, Corr Sairy, é degradante. E terceiro, você disse que Antares pode falar com o Confederado-mor Stahirr? E nós, não temos direito a voz? – Não deu tempo de Corr Sairy se pronunciar e antares se levantava para falar:

- Como a Megami Aryannin pediu para eu esperar a conclusão, eu falo agora. Não acredito que devamos algo a Confederação Galaxial, mas acredito que o Confederado-mor Stahirr fora manipulado. – Ele esperou a reação, mas todos somente o ouviam. – Pois bem, A Confederação Galaxial pode não ser um local aprazível como acreditam, mas sempre me deu um lar. Sim, sinto falta da Confederação Galaxial e foi o Confederado-mor Stahirr quem mais me proporcionou isso. Sim, ele ocupa o cargo de Confederado-mor há mais tempo do que qualquer outro, mas ele foi o responsável pelo desmantelamento dos renegados. Ele descobriu que eles planejavam contra a Confederação Galaxial e me incumbiu de derrota-los. Bavan Sheys me pediu a destruição de Ikken Bergg e eu o fiz, mesmo que todos achem brutal demais, isso enfraqueceu os renegados. A Confederação Galaxial sempre buscou o equilíbrio entre seus planetas-membros. Durante várias crises, vários conflitos, intervimos de forma imparcial, pois não era o desejo dela pesar sobre um ou outro. Mas algo mudou em seu cerne e este último ato contra Corr Sairy mostrou isso. Mas não acredito que seja o Confederado-mor Stahirr.

- Deseja falar alguma coisa, Kotharyn? – Corr Sairy perguntou:

- Nada. Somente atesto a tudo que Aryannin disse.

- E você, Marcelle, deseja falar algo? – Marcelle olhou para Corr Sairy e somente sacudiu a cabeça negativamente. – Então tá. Pois bem, acredito que está claro. Vocês estão aqui, vivenciem este momento, pois se não desejarem, creio que o Galaxya possa mandar vocês para onde desejarem, a qualquer momento. Quanto ao que eu disse lá embaixo, Megami, peço desculpas, mas não suportava mais aquela discussão. Antares já estava tomando uma atitude sem nos consultar e, possivelmente, sem consultar direito o Galaxya. Não estamos aqui porque somente nós queremos, mas porque ele permite, também. Então temos de respeitar o Galaxya. A pessoa na sala ao lado é uma terrana, seu nome é Jacqueline Dévero. Skill me pediu para localizá-la. Eu iria sair com S.E. quando Galaxya interveio e a trouxe para cá. Igual a mim, ela está sendo acusada de crimes (diz Skill) que dificilmente ela cometeria. Até onde eu sei sobre Jackie, ela é um clone de um filantropo e megaempresário da Terra, chamado de Jacob Dévero, e é tudo o que eu sei.

“Como eu disse antes e repito agora, eu queria vir somente com S.E. e Marcelle, mas vocês vieram juntos. Então, se formos tomar decisões sobre algo, é necessário conversarmos entre nós, principalmente, conversar com Galaxya. Qualquer decisão que for tomada não depende somente de nós, mas do Galaxya em especial. Se ele disser não, será não”. – Corr Sairy se volta para Antares. – Tem algo a pedir para nós e o Galaxya, Antares?

- Sim, eu gostaria de entrar em contato com o Confederado-mor Stahirr.

- Para que você deseja isso, Antares? – Questionou Marcelle:

- Acredito que possa conseguir o direito de guarda de Corr Sairy.

- E se eu não desejar isso, Antares? – Foi a vez de Corr Sairy perguntar:

- E por que não iria querer? Desta forma você poderá comparecer ao Baptismus Ceremonia[1] dos liberi[2] do major Skill Hawkesley da Terra e da Princesa H-Kik de Agufalgav que, com certeza, terão membros, governantes e representantes dos planetas-membros da Confederação Galaxial, como o próprio Confederado-mor Stahirr. – Antares tocava em um ponto importante daquele assunto, pois Corr Sairy ainda não sabia como iria ao batizado sem chamar atenção:

- Você deseja ir ao Baptismus Ceremonia, Corr Sairy? – Questionou Galaxya.

- Ele não somente pretende ir. Ele está ansioso por isso. – Ouviram a voz juvenil metalizada de S.E.

- Permiti que ele pudesse participar dessa reunião. – Disse Galaxya e Corr Sairy deu um sorriso:

- Sim, gostaria muito de ir ao Baptismus Ceremonia, pois Skill e H-Kik me falam há muito tempo que eu seria o padrinho do filho (no caso, dos filhos) deles.

- Eu concordo com a comunicação. – Disse Marcelle.

- Apoio a fala de Marcelle, desde que respeite a privacidade do Galaxya, Antares. – pontuou Aryannin.

- Atesto o que Aryannin disse. – Kotharyn repetiu. Todos então esperaram uma resposta do Galaxya e este disse:

- Nem você e nem S.E. disseram se concordam, Corr Sairy.

- Por mim, desde que não entregue onde estamos, não vejo problemas deste pedido, que está (de certa forma) na lei da Confederação Galaxial. – Corr Sairy estava pesaroso quanto a resposta, pois ele desejava muito o batizado, mas não queria ficar nas mãos do Confederado Antares que ele não sabia exatamente quem ou o que era e, a conversa com os Gêmeos ampliara ainda mais sua desconfiança, então respondeu:

- Está bem. Mas sem falar nada sobre o Galaxya, Antares. – Por fim, Galaxya disse:

- Siga para o próximo ambiente à esquerda, pois não fará a comunicação de seu ambiente.



[1] Baptismus Ceremonia = Cerimônia de Batismo

[2] Liberi = filhos

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