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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

A caminho

Bem distante dali, em Phællans, chegava o comunicado da prisão de Corr Sairy:

“A todos os planetas-membros da Confederação Galaxial, comunicamos que o crisyeno Corr Sairy foi preso pelos crimes de transporte ilegal de Materiais e pessoas, sequestro de governante, membro ou representante de um governo dos planetas-membros da Confederação Galaxial, mercenarismo e assassinato de um governante, membro ou representante de um governo dos planetas-membros da Confederação Galaxial, indo contra as Leis da Confederação Galaxial. Seu encarceramento é na sede da Confederação Galaxial, no planeta Thrittan, do sistema Vertus. Seu julgamento será presidido pelo Confederado-mor Stahirr, de Thrittan, tendo como acusador o Confederado Antares, de Mæsttra. O réu ainda não escolheu o seu defensor, o que poderá ocorrer em breve. Assim que for escolhido o defensor de Corr Sairy, dataremos o julgamento e divulgaremos nos canais de comunicação formal. Convidamos a todos os líderes dos planetas-membros da Confederação Galaxial para testemunharem mais este ato de manutenção da segurança da Confederação Galaxial”.

Li Kkan percebeu que haviam acrescentado mais um crime a ficha de Corr Sairy, então logo decidiu entrar em contato com Pan Rrar:

- Pan Rrar, que crime é este que acrescentaram a ficha de Corr Sairy. Sequestro? Quem ele sequestrou?

- A porcaria do Migoto de Volos VI o acusou de sequestrar a Megami Aryannin. – Disse Pan Rrar com a voz claramente irritada. – Aquele canalha culpa Corr Sairy de se aliar ao krarrashin e a outra pessoa, citando claramente Kotharyn e Marcelle Menken. Corr Sairy a salvou do Gisei imposto pelos ascendentes dele e aquele imbecil ousa acusa-lo...

- Mantenha a calma, Pan Rrar. – Surge Ja Kris na projeção. – Desculpe meu esposo, Ubukhosi. Quando chegamos aqui, fiquei ciente deste novo crime imposto a Corr Sairy. O Migoto Akonyionn decidiu informar ao Confederado Antares que Corr Sairy foi o responsável pelo sequestro da Megami Aryannin. Em entrevista direta ao Confederado-mor Stahirr, o Migoto informou que Corr Sairy requereu um resgate de 100 créditos, foi pago e não a devolveu. No auto diz que Corr Sairy havia combinado com o krarrashin Kotharyn de sequestrarem Aryannin para impossibilitar a defesa do planeta contra Domminon, que seria através do Gisei da Megami. Marcelle Menken foi incluída nos autos como cumplice de Corr Sairy.

- Então, além de acusarem Corr Sairy de sequestrador, também o acusam de se aliar (não de forma direta) à Domminon? – Argumentou Li Kkan. Neste mesmo instante, entraram Aryannin, Kotharyn e Marcelle Menken, que haviam sido convocados antes da comunicação com Pan Rrar e Ja Kris. – E a Confederação Galaxial acreditou nisso?

As falas enraivecidas de Pan Rrar podiam ser ouvidas, mas Ja Kris fez o que sabia fazer melhor, ignorar os ataques de raiva de seu marido:

- Não há como refutar as provas, Ubukhosi. Seria a palavra do Migoto contra a de um crisyeno acusado de vários crimes...

- Eu poderia falar por Corr Sairy. – Disse Aryannin, interrompendo a fala de Ja Kris. – Sei o que devem pensar, que sou jovem e ainda não atingi meu ciclo completo, mas os volosis esquecem de uma coisa, eu sou a Megami deles. Desde que eu e Kotharyn fugimos do meu cárcere, venho me condicionando a lembrar de quem eu fui. As lembranças vêm aos poucos, mas já me recordo até meu décimo keshin, quando assumi o risco de aceitar os krarrashins. Domminon não desejava se desfazer deles, pois dizia que eram excelentes mãos de obras, mas não podia aceita-los naquelas condições e ofereci a Domminon algo que ele não poderia recusar, Volos IV, o planeta-plantio. Ele o dizimou. Mas eu transformei Volos V em um planeta tão rico para plantio quanto era Volos IV. Aos krarrashins destinei Volos III. Eu sabia que eles conseguiriam transformar aquele planeta estéril, e o fizeram. Akytiorr foi pérfido e seus descendentes, também. Eu posso falar por mim mesma e defenderei Corr Sairy contra esta acusação caluniosa. – Todos a olhavam com respeito, ainda mais por verem uma vivacidade em seu olhar que não enxergaram antes:

- Então, Megami Aryannin, pedimos que venha para cá, o mais breve possível. – Falou Pan Rrar, de forma mais calma, ampliando o campo da projeção holográfica, assim poderiam ver a ele e Ja Kris. – Ababusi Li Kkan e Elizabeth, quando podem vir? Não podemos mais aceitar esta perfídia contra Corr Sairy.

- Antes precisamos que faça algo por nós, Pan Rrar. – Disse Elizabeth, antes que Li Kkan pudesse falar. – Avise a Confederação Galaxial que desejamos que comecem a alongar a mesa de Conferência dos Confederados, pois em breve Krarrash fará parte dele. – Aquilo surpreendeu a todos, até mesmo Li Kkan. – Aproveitando o ensejo e a presença de nosso Confederado e de nossa Umholi omkhulu e, lógico de meu marido e Ubukhosi, Kotharyn de Krarrash, lhe ofereço o sexto planeta do sistema K-Rarr para se tornar uma nova Krarrash... ou Krarrash II, se preferir.

Li Kkan lhe deu um sorriso de orgulho. A volta de todos, só viam os membros da guarda Ubukhosi se curvando, bem como Pan Rrar e Ja Kris, em demonstração de orgulho de sua Ubukhosi. Kotharyn olhava com surpresa e apreensão, com lágrimas brotando de seus olhos. Aryannin, demonstrando ser uma poderosa Megami, começou a gravitar ao lado de Kotharyn, lhe pousando a mão no ombro do seu gigantesco amigo:

- Aceite, Kotharyn. – Aryannin disse. E ele, em um gesto solene, ajoelhou-se diante de Elizabeth:

- Vamos, pare. – Elizabeth, com os olhos marejados, disse. – Os outros eu entendo, pois é típico de um phællansis curvar-se em concordância com seus Ababusi, mas você tem título nobre, também. Sua família era nobre em Krarrash, não é? – Kotharyn se levantou e concordou com o balançar da cabeça:

- Não tenho outro modo de lhe agradecer, Ubukhosi Elizabeth. – Disse Kotharyn com sua voz austera. – Agora é torcer para que meu povo aceite. – Todos olharam surpresos para Kotharyn:

- Como assim seu povo aceitar, Kotharyn? – Questionou Elizabeth.

- Bem, desde que o Migoto Akytiorr nos tirou nosso direito de liberdade, nosso povo se acostumou a submissão. No começo, de acordo com que contava nosso yaratıcı, Kytharyn, houve resistência. Até um desejo de independência. Mas sem a água fornecida por Volos VII, em breve perderíamos nossas plantações, ou mesmo a energia fornecida por Volos II, estaríamos acabados. Nada contra a sua forma de agir, Aryannin, sei bem que fez desta forma para manter os volosis ativos e engenhosos, mas isso os tornou gananciosos, também. Eles perceberam que cortando nossas fontes de suprimentos, ficaríamos sem nada. Então cedemos.

“Foram cinco encarnações que não foram em frente, oitenta ciclos, então nós, os krarrashins, nos submetemos a total servidão. Mas nem todos aceitávamos. As histórias que meu pai me contava, do meu povo sempre forte, progredindo e sendo independentes, livres, me fazia acreditar que poderíamos ser assim. Procurei o Conclave krarrashin que, mesmo com tudo que ocorria, foi mantido, pois eram sempre escolhidos os mais sábios e sapientes entre nós. Meu pai era membro. Falei-lhes o que desejava para nosso povo, que deveríamos libertar Aryannin de sua cela e deixa-la se tornar sapiente de quem era, mas eles não quiseram me ouvir. Quando meu pai ascendeu, o Conclave desejava que meu akraba[1], Kyrharin, ocupasse seu lugar. Mesmo mais novo do que eu, eles acreditavam que ele faria o certo. Mas eu não podia aceitar a imposição, então sem permissão do Conclave, eu agi e aqui estamos”.

Todos ouviram com atenção o relato de Kotharyn, mas foi Li Kkan o primeiro a falar:

- Se tem um povo que sabe o que é ser atacado por Domminon, este é o meu. K-Rarr não foi nosso primeiro sistema estelar. Acredito que Marcelle esteja ciente agora, já que passou todo este tempo em nossa indlu yezincwadi[2], que nossa história vem de muitas eras atrás.

“Meu ancestral, Ly-Kothon, teve de enfrentar a fúria de Domminon, que desejava nos dominar. Mas éramos amaqhawe e tínhamos tecnologia avançada, sabíamos nos defender de um pirata tão atroz. Percebendo que não nos submeteríamos facilmente, Domminon disparou o que chamamos de Dispositivo Supernova, um artefato que ele injeta no núcleo de uma estrela, fazendo-a expandir até que ocorra uma explosão e consuma todo o sistema estelar. Como Ly-Kothon ordenara o monitoramento da estrela, pois os ososayensi sempre o preveniram que tempestades poderiam causar problemas nas redes de energia ou mesmo intensas ondas de calor, ele teve consciência que algo alterou na estrela e então preparou um grupo de arcas espaciais para enviar os membros de seu povo para fora do planeta. Foram somente cinco arcas espaciais, com um total de 500 mil phællansis em cada. As arcas ainda tinham provetas incubadoras, com fauna, flora e mais gametas masculinos e femininos de nosso povo. O planeta foi consumido pela supernova e mais de dois bilhões de phællansis pereceram. Domminon e seus dois irmãos ainda caçaram e destruíram três arcas. No quinto planeta de K-Rarr pousou uma das arcas. Ly-Kothon havia colocado cada membro de sua família em uma arca, pois era um estrategista. Assim que conseguiram terraformar o planeta, plantar o que era necessário se produzir, dividiram-se para explorar. Também se comunicaram com a arca sobrevivente para que ela viesse para aquele local. Assim mais de um milhão de phællansis iniciaram este novo planeta. O neto de Ly-Kothon, Ly-Khabor, assumiu a soberania da nova Phællans, e aqui estamos. Então, se nós conseguimos, Kotharyn, vocês também conseguirão”.

Elizabeth passava as mãos nos longos cabelos bronzeados de seu marido. Li Kkan gostava daquele afago. Cortando o momento cativante, Ti Kkrus adentra no salão:

- Ubukhosi Li Kkan, desculpe interrompê-los, mas chegou um comunicado da Terra que não conseguimos passar. Era do major Skill Hawkesley, dos Guerreiros Alados. Era a respeito de Corr Sairy.

- Tem como fazer o comunicado direto daqui, Ti Kkrus? – Questionou Li Kkan. O engenheiro acionou o seu bracelete de controles remotos e uma projeção holográfica surgiu diante dos presentes na sala do trono de Phællans:

- Ubukhosi Li Kkan. – Disse Skill Hawkesley, que parecia um nobre com uma postura ereta e asas prateadas que reluziam em suas costas. Ao seu lado estava sua esposa, a agufalgaviana H-Kik, os filhos gêmeos de Li Kkan e Elizabeth, Sth Nnie (que também possuía enormes asas prateadas nas costas) e Sw Fitt, o marido de Sth Nnie, Ronald Howard (que também tinha asas prateadas) e o jovem Ricardo Dévero, que portava um chapéu de vaqueiro. – Nos desculpe, mas a conexão caiu, pois estamos passando por instabilidades na Terra e, convenhamos – abriu os braços, mostrando todos perto dele – estou forçando bastante a projeção holográfica.

Sw Fitt era o único que aparentava estar desconfortável por estar naquela projeção, mas permanecia ali em respeito aos seus pais:

- Ubukhosi. – Continuou Skill. – Chegou à Terra um comunicado da Confederação Galaxial dizendo que Corr Sairy foi detido por vários crimes que não fazem o menor sentido. Entre os piores, assassinato. Desculpe, mas eu conheço Corr Sairy há bastante tempo. Ele pode ser capaz de muita estupidez, mas nunca mataria ninguém. É contra a índole dele.

- Abusarei também de nossa projeção e mostrarei quem está aqui comigo. – Disse Li Kkan. – Posso dizer que, aparentemente, meu ndodana[3] Sw Fitt está incomodado de estar aqui, falando com o pai e a mãe dele. – Do outro lado da projeção, Sw Fitt largou o semblante de transtorno e ficou assustado:

- Não, Ubukhosi. – Disse Skill. – Ele está assim, pois diferente da maioria de nós, ele não acredita que devamos nos importar tanto com Corr Sairy.

- Sw Fitt, meu filho, - falou Elizabeth – pode se retirar, não ficaremos ressentidos. Diferente de você, que está guardando este rancor, que nem sua irmã guarda. – Olhando direto para a mãe e o pai, Sw Fitt saiu da posição de raiva e tentou se prostrar de forma mais nobre possível:

- Bem, - começou Li Kkan – resolvido isso, vamos ao que questionou Major Skill Hawkesley. Também recebemos o comunicado. Como você, acreditamos na inocência de Corr Sairy. Questionamos sobre o crime de sequestro e, aparentemente, o acusador foi o mais recente contratante de Corr Sairy, o Migoto Akonyionn, de Volos VI. Ele havia contratado Corr Sairy para levar Aryannin de volta a Volos VI, mas ele preferiu salvá-la a entregar. Mas, este ponto já resolvemos, pois como vê temos a Megami Aryannin aqui conosco e ela já disse que testemunhará a favor de Corr Sairy. O mais alto ao lado dela foi o verdadeiro sequestrador, o krarrashin Kotharyn, mas ele a libertou, pois sabia da injustiça que estava sendo feita com a Megami. Então decidiu raptá-la para que Aryannin pudesse completar seu ciclo e lembrar de suas encarnações anteriores, algo que ela já vem fazendo (é uma Megami!). Também está conosco a jovem que acusam de cumplice de Corr Sairy, Marcelle Menken...

- Desculpe-me, Ubukhosi. – Obstruiu Skill. – Marcelle Menken? Filha de Thiago e Marcela Menken? Corr Sairy, há muito tempo atrás, a havia libertado, colocando-a em uma cápsula hibernária. Como ela está aí?

- Acredito que seja uma história para outro momento, major Skill Hawkesley. – Respondeu Li Kkan. – No momento devemos nos ater ao que está acontecendo. Esperamos que a Confederação Galaxial marque a data do julgamento de Corr Sairy e, como o convite foi aberto aos líderes dos planetas-membros da Confederação Galaxial, iremos até Thrittan. Me pergunto se o Secretário-geral da Terra recebeu o comunicado para ir ao julgamento.

- Não acredito que isso tenha acontecido, Ubukhosi. – Retrucou Skill. – Recebemos o comunicado, pois H-Kik é membro da realeza de Agufalgav, senão também não saberíamos. Peço que nos permita acompanha-los até Thrittan, para assistirmos ao julgamento e, quem sabe, eu consiga falar com Corr Sairy e saber o que está acontecendo.

- Sim, vocês são bem-vindos. – Disse Li Kkan. – Venha à Phællans e farão parte de nossa comitiva.

- Fico extremamente agradecido, Ubukhosi Li Kkan. – Skill se virou para Sth Nnie e Sw Fitt. – Desejam falar algo para os pais de vocês. – Sth Nnie deu um passo à frente, mas ouviu-se a voz de Sw Fitt, antes dela se pronunciar:

- Me perdoem o desrespeito, ubaba e umama. Não consigo disfarçar meu desgosto por Corr Sairy. – Sth Nnie olhou para ele e depois voltou-se para os pais:

- Sinto muita falta de vocês, ubaba e umama. Que bom, em breve nos veremos e poderemos conversar mais. – E mandou um beijo para eles, de forma amável:

- Vou finalizar a projeção, Ubukhosi Li Kkan, Ubukhosi Elizabeth e Megami Aryannin. – Disse Skill. – Foi um prazer revê-la, Marcelle, espero podermos nos falar mais. E um prazer... conhece-lo, krarrashin Kotharyn. Me despeço.

Com a transmissão interrompida, Ti Kkrus se retirou, deixando todos apreensivos com a comitiva que seguiria para o julgamento de Corr Sairy.

Bem distante dali, em Thrittan, Corr Sairy percebe o corredor acender atrás dele e se levanta para ver o Confederado-mor Stahirr aparecendo em sua frente:

- Confederado-mor Stahirr? Nossa, me senti importante.

- Olá Corr Sairy de Crisyen. Não se sinta, pois isso é uma formalidade. Como o seu caso tem o assassinato do líder de um planeta-membro da Confederação Galaxial, o seu julgamento me terá como julgador, então vim aqui para lhe falar sobre a possibilidade de escolher quem lhe defenderá. Como lhe foi informado você pode alegar inocência dos crimes citados anteriormente e requerer um representante entre os Confederados ou àquele que lhe aprouver, desde que seja de um planeta-membro da Confederação Galaxial e conhecedor das Leis da Confederação. Se desejar, poderemos lhe indicar alguém de relevância...

- Eu vou alegar inocência e já tenho uma ideia de quem poderia me defender. – Corr Sairy interrompeu Stahirr.

- Que bom. Pode me dizer o nome que o chamarei e lhe falarei sobre o processo.

- Eu escolho a Chefdiplomat Sharan de Thrittan.

- Sharan de Thrittan? Por que escolhe a nossa Chefdiplomat? – Questionou Stahirr, incrédulo, mesmo que suas feições não demonstrassem. Como é um ser composto totalmente de energia e convive com outros membros da Confederação, ele precisa usar um traje de isolamento. O traje lhe dá uma forma humanoide, que possibilita uma melhor aceitação pelos seus comuns, mas, diferentemente de outros Thrittanis que escolheram cores mais claras para seus trajes, Stahirr preferiu uma tonalidade mais escura:

- Eu a conheci durante a Guerra de Crisyen. Apareceu em uma das cidades satélites com o intuito de negociar uma paz e conseguir a liberdade e o retorno do trono para Thyth Annis, mas Brann Dawh, o Usurbildarra, não pretendia isso. Foi uma pena, pois sua Chefdiplomat é boa de papo. Acredito que ela será muito boa na minha defesa.

- Você conhece o problema do nosso spark? Que somos considerados impróprios, principalmente por causa de Stahokk.

- Não gosto de mentiras então sim, eu conheço a história de vocês três. Quando conheci a Chefdiplomat Sharan de Thrittan pela primeira vez, me impressionei com sua forma de argumentar que decidi pesquisar por ela e descobri a histórias de vocês. Mas isso a torna ainda mais valorosa, pois demonstrará determinação, se me achar inocente. – Stahirr olhava de forma incrédula em tudo o que Corr Sairy falava, mas não poderia negar a ele sua escolha:

- Está bem, Corr Sairy. Se a Chefdiplomat Sharan de Thrittan é sua escolha, eu a avisarei. Após ela confirmar se aceitará ou não o seu caso, decidirei quando ocorrerá o julgamento. – E se retirou, deixando Corr Sairy, novamente, sozinho.


[1] Akraba = relativo

[2] indlu yezincwadi = biblioteca

[3] Ndodana = filho

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